Treinamento de Inspetores Penitenciários tem gritaria e gás lacrimogênio

Durante o treinamento para o cargo de Inspetores Penitenciários, instrutores trancam os alunos em um carro blindado com ventilação muito restrita e lançam ampolas de gás lacrimogênio. Decorridos mais de 30 dias do ocorrido e por medo de não serem aprovados, somente agora os alunos procuram o Ministério Público para a denúncia e solicitam investigação por ato de "tortura". 

Já nos anos de 1930 a ONU classificava o gás lacrimogêncio como "Arma Química" com risco de morte ao ser lançado durante a guerra, porém, no decorrer dos anos, as empreas fabricantes, com o objetivo de preservar seus lucros, começaram a chamar e classificar esse gás como "arma não letal" para uso em distúrbios de ruas no Brasil e no mundo, porém, o mesmo fabricante adverte durante os cursos que ministra e nas especificações do produto, que esse gás não deve ser utilizado em ambientes fechados, pois pode levar pessoas á morte por asfixia, ou em caso, de alguém ser portador de doenças respiratórias.

DA JUSTIFICATIVA

A SEJUS e seus instrutores, atribuem que o uso é para que o "agente" se acostume com a "agressão" aos seus olhos e aparelhos respiratórios, pois ao longo da carreira terão que utilizar esse gás dentro dos presídios que são ambiente fechados e onde existem presos com diversas doenças, com isso, tanto os instrutores e a própria gestão da SEJUS estão admitindo que utilizam esse gás dentro dos presídios fechados e com pouca ventilação, o que alguns anos passados tem sido ato de denúncia de torturas a presos, inclusive na ONU.

Já pensou se o químico que inventa "venenos para ratos" resolvesse testar neles mesmo o efeito do seu veneno? 

Além de confirmarem que praticam o ato do uso de gazes dentro dos presídios, demonstram que utilizam técnicas ultrapassadas, talvez por assistirem por demais filmes da velha guarda dos anos 30, 60 e 70 quando os militares utilizavam esses gazes para neutralizar e até matar seus inimigos. Já passaou da hora da mudança de mentalidade no trato de presos no Brasil. Por essa e por outras que existe o ditado que diz: O preso entra um gato dentro da prisão e sai um leão, querendo devorar a todos e principalmente seu algoz.

Assistam a reportagem e à nossa entrevista sobre esse triste e repetitivo episódio dentro da SEJUS no Espírito Santo.