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Insegurança nos Condomínios

Insegurança nos Condomínios

Ontem no jornal “A TRIBUNA” saiu minha entrevista sobre a falta de policiamento ostensivo nas ruas do Espírito Santo, que facilitaram a criminalidade e fizeram mais uma vítima.Dessa vez um professor em Cariacica.

 

HOJE, mais uma vez no mesmo jornal, sou procurado para falar sobre a “Insegurança nos Condomínios”. Assunto sério e preocupante, observando que a grande maioria dos condomínios não possuem porteiros treinados, qualificados, sem contar que não existe na PMES efetivo policial suficiente e adequado ao número da atual população de todo o Estado do Espírito Santo.

 

Tenho falado constantemente, que a tecnologia veio para ajudar, entretanto, com as atuais políticas públicas existentes, essa tecnologia é um tiro no pé dos “Governantes”. Nos últimos dias temos lido nos noticiários que o Governo do Estado vai instalar centenas de câmeras nos municípios, em outra matéria, que a SEJUS vai finalmente colocar “Pulseiras Eletrônicas” em alguns presos.

Vamos às considerações: por anos, a SEJUS/ES relutou em colocar as tais pulseiras, usando um único argumento, ou seja, se o efetivo da polícia não consegue atender a demanda normal de ocorrências registradas no CIODES, como vai atender de 3 a 5 minutos quando o alarme tocar, avisando que o preso está fora da área delimitada pelo programa, ou no caso do preso “quebrar, cortar o equipamento” que está no seu corpo?

E quanto ao maior número de câmeras de monitoramento? O atual efetivo da polícia, já extremamente assoberbado, exaurido, vai conseguir atender a essa crescente demanda de ocorrências que vamos passar a monitorar?

A conta é simples. Temos menos de 7.000 (mil homens) na PMES. Tirando os que estão afastados por diversos motivos, os que estão em escala administrativa nos quarteis, os que estão à disposição da Casa Militar do Estado, à disposição de Políticos, de Secretariais, etc, etc, etc…..e levando em consideração que a polícia militar trabalha em escalas e diferentemente das forças armada não é uma tropa aquartelada. Chegamos ao número de menos de 1000 (mil homens) por escala de serviço, para atender a todo o Estado do Espirito Santo.

E em outra conta, se fizermos, a situação se torna ainda mais crítica, é só dividir o numero do atual efetivo (sem os devidos descontos) pelo número de municípios. É bem assustador não é mesmo.  É claro que irão perguntar: de quem é a culpa. Não é do atual Governo do Estado, é o meu entendimento, mas da falta de planejamento e de PPSP - Políticas Públicas de Segurança Pública nos últimos 30 anos. Para que tenham uma ideia, hoje teríamos que repor de uma só vez, 12 mil homens à PMES para voltarmos ao efetivo de 30 anos passados, e, infelizmente não seria o suficiente, pois a população mais que triplicou nesse mesmo período. Temos assistido ao grande esforço do atual Governo em buscar soluções, mas ainda estamos errando, principalmente em não assumirmos as deficiências, achando que a população é a mesma de 30 anos passados, ou seja, sem muitas informações. 

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