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Homicídios de jovens colocam Espírito Santo mais uma vez no topo do ranking nacional

Homicídios de jovens colocam Espírito Santo mais uma vez no topo do ranking nacional

Para se fabricar um SUPER TIRA tem que ser construído um plano de marketing com manobras nas estatísticas administradas pelo Estado. Infelizmente a maior parte da nossa sociedade não sabe interpretar o que lê, e normalmente acredita em tudo que se cria na mídia obscura do Estado ou na Internet.

 

Acredita por exemplo que se clicar na imagem de uma criança aleijada, a família irá receber 1 real por clique….com isso, também ACREDITA nas histórias do SUPER TIRA. Quem conhece alguma coisa de segurança e de personalidade, sabe que esse Super Tira foi o maior desastre que a Segurança Pública do Espírito Santo já teve, e que ele sofre da “Teoria da Perseguição”. Resta ainda entender os votos que teve…..eu não consegui engolir ainda. E VOCÊ?

Abaixo Transcrevo a matéria do Jornal Século Diário, onde sociólogo Julio Jacobo desconstruiu a tese implantada pelo governo do Estado no governo passado.

18/07/2012 

Homicídios de jovens colocam Espírito Santo

mais uma vez no topo do ranking nacional


Lívia Francez 
Um novo recorte do Mapa da Violência 2012 – Crianças e Adolescentes do Brasil, divulgado nesta quarta-feira (18), coloca o Espírito Santo novamente no topo de homicídios de jovens com idade entre 0 e 19 anos. Coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, o estudo aponta que o Estado tem taxa de 33,8 homicídios de jovens por grupo de 100 mil e só perde para Alagoas, por apenas um ponto, que registra 34,8 homicídios por 100 mil. Os dados consolidados do Mapa da Violência são referentes a 2010, último ano do governo Paulo Hartung (PMDB). 

A liderança do Estado no ranking também se reflete em outras categorias, como nos homicídios de mulheres, e não apresenta tendência de queda, já que o Estado figura no topo desde o início dos anos 2000 e, em vez de reduzirem as taxas de homicídios, elas estagnaram e chegam a ameaçar o primeiro lugar de Alagoas. A taxa de homicídios se refere somente ao segmento de 0 a 19 anos, que já representa um número de guerra civil. O resultado geral de homicídios registrados naquele ano chega a 54 por 100 mil habitantes, o que demonstra níveis epidêmicos de violência no Estado. 

Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o sociólogo Julio Jacobo desconstruiu a tese implantada pelo governo do Estado, acolhida inicialmente durante a gestão de Rodney Miranda (DEM) à frente da pasta da Segurança Pública durante a maior parte do governo Hartung, entre 2003 e 2010, de que a violência no Estado esteja relacionada diretamente ao tráfico de drogas. Com base nos estudos detalhados,  o sociólogo repudiou esta ideia e disse ainda ser perigoso tratar a consequência – que é a morte de jovens – como causa exclusiva da violência. 

Recentemente o governo Renato Casagrande (PSB), dando prosseguimento à política de segurança do governo anterior, acolheu a tese de associação de violência com o tráfico de drogas, lançando uma campanha que atesta que 70% das mortes violentas no Estado estão relacionadas ao tráfico. O professor também fez cair por terra essa relação, ao afirmar que existe um mito no Estado que relaciona todas as formas de violência às drogas, quando a realidade mostra que a violência contra crianças e adolescentes não é acidental, e sim totalmente cultural. “Esta é uma técnica perigosa de enfrentar o problema, pela qual a vítima da violência passa a ser culpado”.

O sociólogo alertou ainda que essa forma de mostrar para a sociedade que o tráfico de drogas é responsável pelo maior número de homicídios é ainda mais perigosa, já que fomenta a ideia de que a morte dessa parcela da população supostamente envolvida com o tráfico está justificada. “A população fica com a ideia de que é melhor que se mate mesmo, já que não se gasta dinheiro público com aqueles que já estão mortos”. 

Para demover essa ideia de maneira definitiva, o estudioso traz o dado que aponta que 60% da violência contra crianças e adolescentes acontece no seio familiar. “Não se pode supor que 60% das famílias estejam inteiramente relacionadas com o tráfico de drogas”. 

Mais perigoso do que restar justificada a morte de jovens por ligação com o tráfico de drogas, é utilizar esse subterfúgio para negligenciar a adoção de políticas públicas de promoção da dignidade da população das periferias dos municípios da Grande Vitória. O pesquisador foi enfático ao afirmar que os estados que levaram a sério o problema – São Paulo, Santa Catarina e Piauí – conseguiram reduzir drasticamente os índices de homicídios. 

“Não é obra de milagre, são programas em que o aparelho do Estado, o poder público e a sociedade civil se educam que há um processo civilizatório em que brutalidade não entra”. Ele completa dizendo que não são pitacos, mas estudos objetivos que comprovam que a maioria dos atos violentos contra crianças e adolescentes ocorre no seio familiar.

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